quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Ex-PMs nos Corpos Docentes da PM: Câncer, Cegueira? Como curar?

Primeiramente agradeço aos amigos que depositam confiança em nosso Blog e que diariamente colaboram com suas idéias brilhantes.
Nosso primeiro tema surgiu com uma colocação postada durante a primeira semana por um de nossos amigos que elencou determinados problemas institucionais que certamente ajudam a agravar o quadro clínico da nossa "doente" Corporação. Nossa Briosa PMERJ que já tem tantos problemas e parece estar alimentando um câncer, uma possível metástase.
O câncer amigos é uma doença perversa que surge de repente. O organismo parece até estar saudável, mas esconde aquele tumor malígno. Após longo período, o tumor vira uma metástase , onde o tumor possui circulação sanguínea própria e parece ter vida. E começa a espalhar pelo organismo células cancerosas que vão criar novos tumores por todo o organismo até que o mesmo esteja totalmente dominado pela doença. Que doença terrível! Assim parece estar acontecendo nos bancos escolares. Será que estamos criando metástases dentro de nossos centros escolares. Estes Delegados, Promotores, ex-policiais militares estariam disseminando para nossos alunos idéias prejudiciais para o bom futuro da nossa Briosa Corporação?
Será que este tipo de câncer tem cura?
Qual seria a solução, que cuidados a Briosa poderia tomar para evitar que a doença se espalhe?

14 comentários:

Anônimo disse...

Q q tem eles exporem seus salarios e condiçoes favoraveis de trabalho p/ nos? Mais um motivo para lutarmos para a nossa melhoria. Ou queremos voltar no tempo e gerarmos turmas de bitolados? Sera que a EsFO tem fartura de instrutores para poder escolher qual queria o melhor?

Anônimo disse...

Caro Anônimo, não sei se a carapuça serviu...porém, como o autor também vejo com certas restrições a idéia de determinados indivíduos Ex-PM atualmente em outros órgãos fazendo parte do corpo docente na PM. Pra falar a verdade, creio que o fato de fulano ou sicrano serem delegados, promotores e terem sido Oficiais da PM já cria na cabeça do Aluno uma "idéia de trampulim". Isso não quer dizer que se deseja bitolá-los como vc diz, mas, toda corporação que se preza deve se valorizar e tentar motivar seus componentes a fazerem sempre o melhor por ela. Penso q desta forma que está, a própria APM quem deveria criar uma cultura de estimular os Alunos a se dedicarem à PM pode acabar por estimular passivamente a evasão dos futuros Oficiais.
Só pra te corrigir, não chega a ter fartura de instrutores, já que os mesmos não recebem pra dar aula, mas tem muito professor bom querendo dar aula na PM. A hora aula paga hj é de 40 reais, maior que muita faculdade grande e de nome na praça.
Pena que os Oficiais não podem receber.
Assinado Cap PM Turma Garra

Anônimo disse...

melhor, me retratando, pena que os Oficiais e Praças não possam receber pela instrução dada...
Cap PM Turma Garra

Anônimo disse...

Entao, pelo seu raciocinio, seria melhor um professor paisano do que algum Ex-PM ou de outro órgão responsável pela Segurança Pública? Nós combateremos a evasão de oficiais (que para mim parece mais evasão de cérebros porque os mais capazes estão saindo) com aumento de salario e melhoria de condições de trabalho, isso sim manteria os melhores quadros dentro da PMERJ. Quando falo bitolados, falo dos alunos de outrora que nem sabiam quanto um Aspirante ganha, por exemplo. Lembra-se disso?

Cap PM Turma Garra disse...

Não mesmo. Vc deve ter sido de outra Esfo... O meu comandante de Cia no 1º Ano do CFO nos mostrou seu contra-cheque e ele ganhava menos de 600 reais. Ele foi bem claro. Meus veteranos quando sugavam a gente jogavam na nossa cara o baixo salário e as condições problemáticas de trabalho. A PM enfrentava na época uma crise onde o PM tinha cota de munição p/ sair à rua. Realmente acredito q a APM hj e bem melhor p/ os Cadetes do que a EsFO foi para mim, contudo, acredito que mudanças realmente devem existir, que devamos nos adaptar aos tempos, mas que devemos preservar nossa instituição.
Converse com os Aspirantes e pergunte-os se os Ex-PMs docentes na APM insentivam-os à envasão.
Quando vc fala sobre bitolação, não concordo que indivíduos que fazem vestibular não tenham condição de questionar determinados assuntos básicos de sua nova profissão, na qual possivelmente passarão o resto da vida. Ou vc entrou pela janela? Só por curiosidade, meu vestibular na Cesgranrio foi muito difícil, tinham quase 40 candidatos por vaga. Ou vc acha q na APM só entra filho de Coronel pela janela como acontecia nos Bombeiros?

Anônimo disse...

Entao vc teve sorte, porque com a minha turma nao teve nada disso. Informacao 0, antes e depois do concurso. Nao creio que Ex-PPMM docentes incentivem a evasão, e sim, mostram outras realidades bem melhores que a nossa. O que deveria ser um norte para conquistas. O que acontece, caro amigo, e que as pessoas procuram conquistas pessoais e nao conquistas para o circulo que frequentam. Nao devemos sentir-nos recalcados com os nossos baixos salarios e condicoes de trabalho e sim trabalhar e reinvindicar para melhora-las.

O Ensino na BRIOSA disse...

Caros amigos, primeiramente obrigado por suas idéias aqui postadas.

Também penso q o aluno não pode ser oprimido pelo sistema, que tenta fazê-lo às vezes calar-se por ser militar, contra argumentando com regulamentos e atitudes enérgicas quando questionados sobre os absurdos, porém, deixando minha opinião, que não é a melhor ou mais verdadeira, mas apenas uma opinião como de qq um dos senhores, penso que qualquer professor sempre é um veículo de idéias, um formador de personalidade, um formador de opiniões. Hj por exemplo, vemos que o Maj. Wanderby tenta reativar a lavratura do Termo Circunstanciado pela PM, mas, em esfera maior, lá em Brasília tem Deputado tentando aprovar projeto de lei que põe por fim em qualquer hipótese da PM lavrar o termo.
Por que será q um Dep Federal tentaria tal feito? Será q Tem Delegados brigando pela manutenção de seu Status?
Aí, como quem não encherga nada, devemos deixar que tais delegados entrem em nossa casa e preencham as mentes brilhantes de nossos futuros oficiais e praças com idéias que que possam contárias à nossa Briosa PMERJ ?

Aqui neste Blog tratamos do Ensino, mas em cada qual há um assunto distinto, mas todos, certamente com um norte. Todos nós Policiais Militares queremos uma corporação melhor.

A cada dia a PM perde mais espaço na sociedade. Todos querem tirar proveito da nossa Briosa. Não deixemos que isso aconteça.

Anônimo disse...

Nao acho que seja assim nao. Delegados entrando para por ideias nos futuros oficiais. E nesse caso, mais parece algo contra a PCERJ, que ja vem de anos. PCERJ x PMERJ. Que isso, isso nao existe (nao deveria pelo menos). Todos sao policiais e todos sao estaduais. Picuinhas entre as instituiçoes, quem sai perdendo eh o Estado. Acho sim que deveria haver delegados na APM dando aulas, assim como deveriam ter oficiais na ACADEPOl. Os salarios deveriam ser equiparados e acabar de uma vez por todas essa diferença...

Bunker

Chico disse...

É Bunker, mas a coisa é meio complicada. Imagine que além de delegado, o professor ainda é ex-oficial da PM. Ainda tem Promotora ex-Oficial da PM...foram meus professores, mas não acho q seja o melhor ruma para a APM.
A Menos q tivéssemos uma só Academia totalmente integrada e com salários equipadados tb...aí PM dando aula na Acadepol e PC dando aula pra PM...nada mal, se o salário e a instituição fizer parte da integração.
Chico

Anônimo disse...

Pois eh Chico, acho que deveria ser assim, como falei acima.

Mas se eh para por Delegado dando aula na APM e nao ter Oficial PM dando aula na Acadepol, ai sim, acho totalmente errado...

[],s

SGT INSTRUTOR disse...

Pior q isso são os oficiais e praças q ném recebem pra dar aulas...tremendo absurdo!!!!!!

Luiz Alexandre disse...

Senhore, creio que estão visualizando piolhos na cabeça de careca.
As pessoas com mais conhecimentos têm sim que dar instruções na Academia, na Faculdade, no colégio. Ou o melhor seria um Oficial que não sabe nada em troca de, por exemplo hoje, o Juiz Auditor da AJMERJ, ou um Promotor oriundo da PM, que conhece e vive a Justiça?
Sou contra o cabidade de empregos, casos em que o Policial Militar pede para ir embora da polícia, é reformado ou qualquer outra coisa e volta somente para poder ganhar seu rico dinheirinho. Ministrando muitas vezes instruções para ninguém, ou que teriam profissionais muito mais especializados que ele.
Infelizmente, não são os exemplos de professores, agora civis, que outrora foram Policiais Militares, que geram a insatisfação em permanecer, mas sim, uma política salarial e condições sub-humanas de trabalho.
Qto ao status quo que os Delegados desejam manter, é exatamente igual ao que nossos Oficiais Superiores tb desejam. Por isso, as únicas soluções que vejo, são a unificação das polícias ou o ciclo de polícia completo para ambas. Do contrário, a PM continuará a ser uma guarda territorial, com o mesmo poder de polícia que um cidadão comum tem, mas portando uma arma.

Anônimo disse...

A Solução é o concurso público para professor...o tema em debate estaria resolvido.

Anônimo disse...

Caros Senhores,
Primeiramente gostaria de parabenizar a todos pelo blog (essa é a primeira vez que o visito).
Em seguida, gostaria de salientar que concordo com alguns posicionamentos acima transcritos, principalmente os do Cap PM Turma Garra e do Luiz Alexandre.
Na minha opinião, não há qualquer problema em termos "estranhos" de outros órgãos/ poderes ministrando aulas a Policiais Militares, pois o que deve prevalecer é o conhecimento que por eles pode ser transmitido àqueles que logo estarão formados, sejam Oficiais, sejam Praças.
Quanto aos "ex-Policiais Militares", assim entendidos aqueles que já foram da PMERJ e agora estão em outros órgãos, ou mesmo aqueles que hoje estão na Reserva Remunerada ou Reformados, também acho que se aplica o disposto no parágrafo anterior. Além disso, não vejo qualquer estímulo ao "trampolim" no fato de tais pessoas estarem ministrando aulas. No meu entender, o "trampolim" nos é disponibilizado pela própria PMERJ, quando esta - infelizmente - "abre as pernas" para a política e não reivindica o que nos é de direito, seja no sistema de saúde, nos vencimentos, nas promoções e em outros diversos assuntos.
De qualquer forma, toda crítica é válida, desde que feita com responsabilidade.
CAP PM QUEIROZ.